Palm Islands

Posted: 22 de Agosto de 2011 in Tecnologia

O Sheikh Mohammed bin Rashid Al Maktoum tem apenas um requisito para os projectos de construção no seu deserto emirado do Dubai: se não bater um recorde mundial para o mais alto, maior ou mais caro, não está interessado. Não estranhe, por isso, o facto de o design original das Palm Islands – três ilhas de proporções colossais construídas pelo Homem ao largo da costa do Dubai – ter saído do lápis do próprio xeque.

Mas como se constroem as maiores ilhas do mundo? Felizmente, o Dubai tem quase tanta areia como dinheiro do petróleo. O grupo imobiliário estatal Nakheel contratou a empresa holandesa de dragagem Van Oord, especialista em "reclamar terra", para dragar milhões de metros cúbicos de areia do mar e pulverizá-la com precisão na forma de uma enorme árvore com 16 esguios ramos que se estendem mar adentro. O equipamento de dragagem é guiado por DGPS (GPS diferencial), a nova tecnologia de orientação por satélite em tempo real da NASA, com uma precisão até dez centímetros.

A primeira fase de cada projecto – as três Palm Islands e um aglomerado de 30 ilhas na forma dos continentes chamado "The World" – consiste em instalar uma barreira artificial. A parede artificial para "The World", composta por 34 milhões de toneladas de rochas cuidadosamente empilhadas, tem 27 km. A equipa de dragagem constrói depois cada ilha ou península por fases, usando maquinaria pesada para as fundações e pulverizadores de areia em "arco-íris" para terminar o trabalho de detalhe à superfície.

Para evitar a corrosão, a base das ilhas é reforçada por uma camada de geotêxteis que absorvem o impacto das ondas. Os montes de areia solta são tratados por vibrocompactação, processo que usa a saturação da água e vibrações de alta intensidade para "densificar" a estrutura do solo.

Quando estiverem terminadas, as Palm Islands e as ilhas "The World" aumentarão a área marginal do Dubai de uma língua de 60 km de condomínios para 965 km de areia imaculada. Se está a pensar investir, saiba que os preços das casas na ilha mais pequena começam em cerca de 1,5 milhões de euros.

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Pequenas mentiras entre amigos

Posted: 22 de Agosto de 2011 in Filmes e Séries

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ESTREIA: Já nas salas

TÍTULO ORIGINAL: Les Petits Mouchoirs

REALIZAÇÃO: Guillaume Canet

ELENCO: François Cluzet, Marion Cotillard, Benoit Magimel,Jean Dujardin, Gilles Lellouchc

DURAÇÃO: 154 min.

ENREDO: Um grupo de amigos de longa data é confrontado com um evento traumático que acontece a um deles. Com as férias à porta, decidem manter os planos de ir para a casa de férias de um membro do grupo à espera da recuperação do amigo. Só que esta vai fazê-los ingressar numa descoberta interior superiora distância que vai até à casa onde se reúnem todos os anos.

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O jovem actor e realizador Guillaume Canet oferece-nos um filme que nos vai tocar a todos de forma singular. Com momentos geniais de humor que nos conseguem levar às lágrimas, Pequenas Mentiras Entre Amigos não deixa de ser igualmente um filme muito intenso sobre as relações; sobre o amor, a amizade, a decepção, a união; e sobretudo as "pequenas mentiras" que qualquer grupo de amigos consegue sempre esconder dos restantes elementos. Com um argumento que pode não parecer muito original, o realizador consegue através de um elenco fabuloso e personagens muito bem construídas levar-nos ao nosso interior, à procura das nossas próprias "mentiras", e todos conseguirão identificar os padrões de amigos neste grupo, na vida real. Quem não tem o amigo que vai à loucura com os pequenos barulhos que ouve em casa ou que está sempre pronto a cumprir uma agenda em tempo de férias, nem que isso inclua andar com o cortador de relva a fazer barulho às 8h da manhã; quem não conhece o engatatão que não se quer comprometer até encontrar alguém que afinal vale a pena mas só depois de ela o deixar ou então aquele que foi deixado

e que passa a vida obcecado com as SMS da "ex" que entretanto se vai casar com outro. Também não é estranha certamente a história da amiga que passa a vida a fugir à responsabilidade de assentar ou aquela que é viciada em comida biológica e que toma conta do marido como se fosse um filho. E o casal infeliz? Tudo isto lhe diz alguma coisa, não? Com todos estes ingredientes, uma realização que nos leva para junto deste grupo, mas sem ser intrusiva, uma luz que não nos deixa esquecer que estamos na Europa, e uma banda sonora caprichada – David Bowie, Janis Joplin, Ben Harper, Anthony and The Johnsons, entre outros – este filme faz-nos rir (muito), mas também chama as lágrimas (sim, mesmo os mais resistentes), porque é uma história que nos traz recordações, que nos faz pensar nas nossas atitudes para com os que nos são próximos e no real significado da amizade. A não perder!

VEREDICTO: As relações entre amigos protagonizam este filme de Canet que nos leva às lágrimas, pelo humor e pela intensidade emocional. ★★★★

Empire – Agosto 2011

O cortador de relva mecânico

Posted: 22 de Agosto de 2011 in História

Saiba como a relva era aparada no século XIX com a ajuda do cortador de relva de Edwin Budding.

Os primeiros cortadores de relva eram usados em propriedades no campo e jardins públicos, onde a relva era cortada por animais de pasto ou ceifeiros com foices de lâmina longa.

Edwin Beard Budding de Stroud, Gloucestershire, Inglaterra, inventou o primeiro corta-relva mecânico depois de ver uma cardadeira numa fábrica de tecidos local, que usava um cilindro com lâminas para aparar a superfície do tecido. Budding aplicou o mesmo princípio ao corte da relva. O corta-relva de Budding consistia num cilindro que, através de um sistema de rodas dentadas, empurrava um cilindro cortante pela relva. Com John Ferrabe, dono da Phoenix Iron Works, a tecnologia foi patenteada em 1830 e construíram-se vários protótipos de ferro forjado e ferro fundido. Em 1832, J. R. e A. Ransomes de Ipswich criaram uma versão viável com licença de Budding. Em 1840, tinham sido vendidos mil corta-relvas.

 

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Minas navais

Posted: 20 de Agosto de 2011 in História

Como funcionam e o que é preciso fazer para as detonar?

bombaAs minas navais são um tipo de explosivo detonado por contacto que podem ser ancoradas ao fundo do mar por cabos de aço ou deixadas à deriva. As minas de contacto modernas têm enormes quantidades de uma substância explosiva como o trinitrotolueno (TNT) dentro de uma carapaça esférica de metal coberta com protuberâncias ocas de chumbo, cada uma delas com um frasco de vidro cheio de ácido sulfúrico. Quando uma das protuberâncias, chamadas Hertz Horns, é esmagada pelo casco de um navio, o frasco parte-se e o ácido corre sobre uma bateria de ácido e chumbo desprovida de electrólito ácido. Ao receber o ácido libertado, a bateria cria corrente e activa o detonador, inflamando a substância da mina e fazendo-a explodir.

Os danos causados aos navios são triplos. Por um lado, o explosivo causa dano directo, como um buraco no casco. Isto causará danos graves a vários compartimentos estanques e atingirá a tripulação com estilhaços. Se a embarcação em questão for pequena, este tipo de explosão irá certamente afundá-la; se for uma embarcação maior, provocará provavelmente a sua imobilização. A explosão da mina irá ainda provocar o surgimento de uma bolha na água, que – devido à diferença de pressão localizada – irá colapsar a partir do fundo. Se colapsar em direcção ao casco do navio, a força gerada pode criar um buraco de um metro de diâmetro no casco, penetrando o navio e matando a tripulação que estiver no seu caminho. Por fim, a explosão de uma mina de contacto produz uma onda de choque que pode causar a ressonância violenta do navio, soltando os motores dos suportes nos navios maiores e danificando-os nos navios menores.

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In Quero Saber – Março 2011

Como se forma um oásis no deserto?

Posted: 20 de Agosto de 2011 in Ambiente

Os desertos são lugares muito secos, mas os oásis conseguem existir nestes locais e até sustentar vida selvagem, aldeias e cidades.

imageUm oásis é uma área fértil numa região de deserto árido. A água subterrânea corre sob a superfície da Terra, até nos desertos, onde a chuva é rara, e quem escava acaba por chegar a um lençol freático. Por vezes, este lençol freático sobe até estar próximo ou pouco acima da superfície da Terra, o que pode resultar em humidade no solo ou numa lagoa de água doce, que faz prosperar a vida natural à sua volta.

Os lençóis freáticos raramente são nivelados, sendo modificados pela porosidade das rochas numa área. Graças às dunas do deserto, os lençóis de água intersectam por vezes a superfície da terra. Os ventos fortes do deserto podem deslocar grandes quantidades de areia e diminuir a elevação do solo até este ficar abaixo do lençol freático, resultando em lagoas de água doce à superfície.

Um aquífero é uma camada de rocha impermeável dentro da água subterrânea. Como fonte de água, um aquífero também pode emergir como uma nascente natural capaz de irrigar a área em sua volta, fazendo crescer a vegetação e oferecendo água potável aos viajantes.

Os oásis artificiais são muitas vezes construídos como sustento das civilizações, através de poços que recolhem água dos aquíferos.

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Mosquitos à lupa

Posted: 20 de Agosto de 2011 in Ambiente

Espreitamos o interior destes sugadores de sangue.

Os mosquitos são insectos que se alimentam de néctar e que, no caso das fêmeas, também bebem sangue (são hematófagos). A razão está no facto de a fêmea precisar dos nutrientes presentes no sangue – como o ferro e as proteínas – para produzir os ovos. O mosquito comum desenvolveu uma forma e um sistema complexos para poder extrair estas substâncias da sua "vítima", incluindo uma saliva que afecta a constrição vascular, a coagulação sanguínea, a agregação de plaquetas e a angiogénese, permitindo-lhes beber livremente. Fique a conhecer todos estes mecanismos

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In Quero Saber – Março 2011

Roda de água / Hipocausto

Posted: 20 de Agosto de 2011 in História

imageA captar o poder da água há milhares de anos.

Inventada na Grécia Antiga, a roda hidráulica é uma tecnologia que não só se difundiu por todo o mundo como ainda é usada hoje em dia. Uma   roda enorme de madeira ou metal é colocada, normalmente na vertical num eixo horizontal, num corpo de água. Pás ou baldes na parte externa captam a água, criando a força que gira a roda e que depois, através de correias ou engrenagens, faz operar maquinaria pesada. É um princípio simples que foi adaptado a quase tudo, desde moer linho e fazer papel a bombear água a partir de poços de minas.

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