Archive for the ‘História’ Category

O cortador de relva mecânico

Posted: 22 de Agosto de 2011 in História

Saiba como a relva era aparada no século XIX com a ajuda do cortador de relva de Edwin Budding.

Os primeiros cortadores de relva eram usados em propriedades no campo e jardins públicos, onde a relva era cortada por animais de pasto ou ceifeiros com foices de lâmina longa.

Edwin Beard Budding de Stroud, Gloucestershire, Inglaterra, inventou o primeiro corta-relva mecânico depois de ver uma cardadeira numa fábrica de tecidos local, que usava um cilindro com lâminas para aparar a superfície do tecido. Budding aplicou o mesmo princípio ao corte da relva. O corta-relva de Budding consistia num cilindro que, através de um sistema de rodas dentadas, empurrava um cilindro cortante pela relva. Com John Ferrabe, dono da Phoenix Iron Works, a tecnologia foi patenteada em 1830 e construíram-se vários protótipos de ferro forjado e ferro fundido. Em 1832, J. R. e A. Ransomes de Ipswich criaram uma versão viável com licença de Budding. Em 1840, tinham sido vendidos mil corta-relvas.

 

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Minas navais

Posted: 20 de Agosto de 2011 in História

Como funcionam e o que é preciso fazer para as detonar?

bombaAs minas navais são um tipo de explosivo detonado por contacto que podem ser ancoradas ao fundo do mar por cabos de aço ou deixadas à deriva. As minas de contacto modernas têm enormes quantidades de uma substância explosiva como o trinitrotolueno (TNT) dentro de uma carapaça esférica de metal coberta com protuberâncias ocas de chumbo, cada uma delas com um frasco de vidro cheio de ácido sulfúrico. Quando uma das protuberâncias, chamadas Hertz Horns, é esmagada pelo casco de um navio, o frasco parte-se e o ácido corre sobre uma bateria de ácido e chumbo desprovida de electrólito ácido. Ao receber o ácido libertado, a bateria cria corrente e activa o detonador, inflamando a substância da mina e fazendo-a explodir.

Os danos causados aos navios são triplos. Por um lado, o explosivo causa dano directo, como um buraco no casco. Isto causará danos graves a vários compartimentos estanques e atingirá a tripulação com estilhaços. Se a embarcação em questão for pequena, este tipo de explosão irá certamente afundá-la; se for uma embarcação maior, provocará provavelmente a sua imobilização. A explosão da mina irá ainda provocar o surgimento de uma bolha na água, que – devido à diferença de pressão localizada – irá colapsar a partir do fundo. Se colapsar em direcção ao casco do navio, a força gerada pode criar um buraco de um metro de diâmetro no casco, penetrando o navio e matando a tripulação que estiver no seu caminho. Por fim, a explosão de uma mina de contacto produz uma onda de choque que pode causar a ressonância violenta do navio, soltando os motores dos suportes nos navios maiores e danificando-os nos navios menores.

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In Quero Saber – Março 2011

Roda de água / Hipocausto

Posted: 20 de Agosto de 2011 in História

imageA captar o poder da água há milhares de anos.

Inventada na Grécia Antiga, a roda hidráulica é uma tecnologia que não só se difundiu por todo o mundo como ainda é usada hoje em dia. Uma   roda enorme de madeira ou metal é colocada, normalmente na vertical num eixo horizontal, num corpo de água. Pás ou baldes na parte externa captam a água, criando a força que gira a roda e que depois, através de correias ou engrenagens, faz operar maquinaria pesada. É um princípio simples que foi adaptado a quase tudo, desde moer linho e fazer papel a bombear água a partir de poços de minas.

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